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Write some words about you and your blog here

Denúncia.

Tem gente que enjoa ao andar de barco, ao estar em altura, ao viajar... Eu enjôo de pessoas. Sim, foi isso mesmo que você leu. Não que eu ache bonita essa característica da minha personalidade, pelo contrário, gostaria de ter o dobro de paciência, mas é fato consumado: eu, definitivamente, sou de Lua nas relações sociais-afetivas. Assim como tenho dias "adoro a companhia de fulano", tenho aqueles "hoje eu não tô pra ele". E nesses dias, me afasto, me fecho, me calo, não destrato, tampouco ignoro, porém não é tão facilmente que 'mostro os dentes'. Não acontece com todos que convivo, nem com frequência ou com muita durabilidade, mas tem lá seus motivos. Sou crítica, observadora, além do mais, não é do meu perfil ser 'dada'. É de mim estar atenta ao comportamento alheio, julgar internamente e não me entregar com certa facilidade. Mesmo agindo involuntariamente, acho essencial essa análise com outro ângulo, essa minha vontade de, em determinadas horas, ver o que está acontecendo ao redor com menos proximidade. Em alguns momentos, acho que tudo isso se deve ao fato de eu já ter vivido demais, em outros (mais realistas), vejo que ainda tenho muito o que aprender. Quem sabe um dia desvendo o porquê dessas fases introspectivas.

desabafei.



The time.

Às vezes me pego pensando no quanto o tempo interfere em nossas vidas. E vejo que.. Nossa! Como ele muda nossas opiniões, vontades.. O que antes parecia a melhor coisa do mundo, vem ele (o tempo) e.. Pffff. Que patético! A torna indiferente, a ponto de você nem notar sua ausência. Assim como aquelas coisas que você jamais imaginaria fazer.. 'Olha eu aqui fazendo'. As torna atitudes normais e até cotidianas, eu diria. O tempo tem o incrível poder de causar arrependimentos e ao mesmo tempo (olha ele aí de novo!) nostalgia. Nunca é absoluto. Pode ser ótimo para uns, péssimo para outros, e em outros tempos, pode reverter esse quadro, pode ser ótimo para outros, péssimo para uns. Tem tempo que deixa saudade, tem tempo que é alívio já ter passado.. Independente de sua satisfação para com ele, uma coisa é certa: nunca podemos detê-lo. É preciso passar por todos seus estágios, por tudo que ele propõe, queira você ou não, entenda-o ou não entenda-o. O tempo é o máximo do imprevisível, pode ir de inimigo à um grande aliado, depende de como você o encara e o conduz. Esperar ele passar nunca foi a melhor opção, pois ele pode chegar com péssimas notícias. O melhor a fazer é aproveita-lo, tentar o fazer render, o fazer valer a pena. Você pode fazer com que ele passe por você com boas lembranças de ti ou você com más recordações dele. Qual opção você vai escolher? 'Tempô..'

desabafei.



À felicidade.

Um brinde àquele sentimento simples que nos faz querer viver. Àquele que te consome por inteiro quando se está apaixonado e te renova todos os dias quando se está solteiro. Poucos são aqueles que a encontram em todas as circunstâncias, que a enxergam em meio ao caos, estresse e situações imprevistas. Poucos são aqueles que buscam por ela, dia a dia, que entendem que a mesma se encontra dentro de si e abrem mão de outros sentimentos em preferência dela. Estar em seu estado mais profundo vai muito além de consumismo. Sou uma constante admiradora e propagandista dessa tal da felicidade. Como amante assumida, proponho um brinde. Um brinde àquela que nos anima, nos pertence e rege nossas vidas o/
desabafei

Recordar é viver.

Mais um ano chega ao fim e, como tradição (aqui no blog e na vida), é chegada a hora de um balanço geral. 2O1O foi, de fato, um ano 10. Foi aberto com um réveillon com pessoas especiais, teve em seu início uma viagem de férias com as amigas, um carnaval inédito (e curtido, diga-se de passagem) pelo Rio mesmo, nos blocos de Ipanema. Depois de muita praia nas férias, de volta à vida universitária tive a chance de me vingar de tudo que passei no trote da faculdade no semestre anterior. O primeiro período como veterana foi muito produtivo, com mais conteúdo e responsabilidades, consequentemente, foi um período cansativo. Infelizmente, as férias do meio de ano não foram boas o suficiente para recarregar as energias, porém o mês de julho mudou muita coisa, aliás, mudou tudo. De agosto em diante, foi praticamente duplicada a quantidade de saída, festa, noitada, reunião depois da faculdade, sensação de liberdade, empolgação... Em resumo: muita alegria e pouco estresse. Ah! O segundo semestre.. O queridinho do ano, como foi proveitoso! Nele passei a correr atrás de (quase) tudo que me fazia bem, inclusive, sonhos. De um dia para o outro botei na cabeça que este ano iria sair meu luau, eu ia ter meu aniversário como sempre quis: inesquecível. E Graças à Deus e às pessoas mais próximas, foi. No mês de outubro, agi por impulso, busquei o que estava com vontade e curti demais o que conquistei, afinal, se tudo tem sido motivo para comemorar, com meus 19 anos não iria ser diferente. Não só pelo aniversário mas sim por tudo que passei, posso afirmar: 2O1O foi marcante. Marcado por férias maravilhosas de início de ano, aventuras, praias, fofocas, risadas, vacilos, relacionamento abalado, perda de contato com pessoas queridas, início do estudo de uma terceira língua, término do curso da segunda língua, viagem com o pessoal da faculdade com histórias mega engraçadas pra contar, derrotas, chopadas, churrascos, cinemas, recaídas, momentos tensos, 1ª vez que fui num enterro, 1ª vez que andei de trem, 1ª noitada intermunicipal, Monobloco, Exaltasamba, São Nunca, Club Red, Reçaka, Mariuzinn, Palazzo, Lotus, Barkana, La Vie, Outback, Repartição e até Capone's e Medieval.. hahaha. É, este ano que agora se encerra vai deixar saudade. Mas tudo bem, vida que segue. E pra fechar 2O1O com chave de ouro tem virada de ano em Búzios com as amigas. 0% de chance de 2O11 começar ruim! FELIZ ANO NOVO, POVO!
desabafei, o ano todo.


Enigma.

Eu acredito que ser feliz não é questão de ter ou não ter. É estar bem consigo mesmo. É rir de coisas fúteis; de coisas óbvias; rir com os amigos, rir com os familiares; é rir sozinho de suas próprias loucuras. É se olhar no espelho e gostar do que vê, além das aparências. É sorrir para as coisas simples da vida. É se abrir para novas oportunidades. É, simplesmente, passar pelos problemas e não se estagnar neles. É encontrar o equilíbrio, a paz interior. É ser capaz de perdoar, contagiar, conquistar e amar quem está a sua volta. É cantar no chuveiro, contar piada internamente, poder comer aquilo que gosta, é dormir sem culpa. É querer buscar seus sonhos, anseios, perspectivas.. É levantar todas as manhãs e poder dizer: eu SOU vivo, não ESTOU vivo. Aliás, acho que ser feliz é questão de ter sim! É ter tudo que o dinheiro não compra. Porque o que é material não te faz feliz, te satisfaz. desabafei. Felizmente.


Vide Bula.

Amiga no que for possível; filha companheira; irmã implicante; parente desnaturada; namorada flexível; ficante descomprometida. Estudante de Serviço Social da UFF e Inglês e Espanhol do CCAA; interessada em aprendizado; simpática seletiva; impaciente; sincera moderada; regada a senso de humor; determinada ocasionalmente; opaca; perfeccionista; criativa; espontânea; viciada em gente; eclética; ecologicamente incorreta; gordinha tensa assumida; apaixonada por Doritos, Goiaba e Alcaçuz; praieira, twitteira, nada caseira e bloggueira nas horas super vagas. Sou dessas! desabafei.


Pede pra sair, corrupção.

Quem assistiu 'Tropa de Elite 2' pôde ver a impunidade retratada na melhor cinegrafia de todos os tempos do cinema brasileiro. Não só pela audácia de seus produtores, em expôr a corrupção oculta na vida política brasileira, como também pela qualidade em mostrar seus ideais de forma tão real. De fictício só os nomes usados, ou melhor, adaptados. Hoje entendo o porquê da não-liberação da estreia do filme antes das eleições por parte do governador (atualmente, reeleito) Sérgio Cabral. É impossível você chegar aos créditos de final de filme sem estar influenciado, emocionado e/ou revoltado. A vida nas favelas, não só nas do Rio de Janeiro mas em todo o país, é em clima de 'mata-mata'. Policial mata bandido envolvido em (qualquer que seja) atividade ilícita, bandido mata policial pelo simples fato de ser policial. Oficialmente, no dia-a-dia dos morros, quem circula por lá é: trabalhador inocente; funcionário da boca de fumo; ou está ali cumprindo seu dever como parte da corporação da Polícia. Porém, no meio dessas categorias se encontra o miliciano: aquele que se utiliza do seu poder e experiência adquirida na Polícia para passar pro outro lado, o dos estelionatários. Em troca de 'proteção', a milícia cobra taxas aos moradores e comerciantes da região, utiliza-se de meios ilegais como 'internet gato' ou 'tv a cabo' para receber mensalidade das casas e a principal função, e pior de todas elas, atrapalha o serviço dos policiais que querem trabalhar com honestidade. Agir contra o tráfico de drogas se torna uma atividade ainda mais difícil quando um ex-policial se julga 'dono do morro', causando assim, um retrocesso à tudo aquilo que o Batalhão de Operações conquistou. Como se não bastasse esse tipo de mau profissional, ainda há aquelas figurinhas conhecidas, seja pela fama que conquistaram através da mídia ou pela carreira política, que se unem aos mesmos para ganhar grande quantidade de dinheiro, como se já não fosse suficiente tudo que é roubado dos cofres públicos.. Para acabar com esta sujeirada é preciso investir fortemente não só em armamento para expansão da carnificina realizada em troca de tiros, mas sim em bons salários aos profissionais limpos como forma de incentivo e por direito também; políticas sociais para que a nova geração tenha melhores oportunidades e não veja no tráfico de drogas um ciclo vicioso; e programas de investigação para que aqueles que 'mudaram de lado' deixando de ser policiais para se tornarem bandidos tenham serviço completo, inclusive o Gran Finale: cadeia. Creio que não será fácil, pois será preciso renovar os envolvidos de todas as áreas, porém, nada é impossível. Vamos torcer para que seja como o lema do Nascimento: tarefa dada é tarefa cumprida. E não somente com faca na caveira. desabafei, 06.

O que faz você feliz?

'Comer morango com a mão
Por açucar no abacate
Brincar com melão, goiaba, romã, jaboticaba
Ou é o gostinho de infância que te faz feliz?
Cuspir sementes de melancia
Falar besteira, ficar sem fazer nada
Plantar bananeira
ou comer banana amassada
A lua, a praia, o mar
A rua, a saia, amar...
Um doce, uma dança, um beijo,
Ou é a goiabada com queijo?
Afinal, o que faz você feliz?
Chocolate, paixão, dormir cedo, acordar tarde,
Arroz com feijão, matar a saudade...
O aumento, a casa, o carro que você sempre quis
Ou são os sonhos que te fazem feliz?
Um filme, um dia, uma semana
Um bem, um biquíni, a grama...
Dormir na rede, matar a sede, ler...
Ou viver um romance?
O que faz você feliz?
Um lápis, uma letra, uma conversa boa
Um cafuné, café com leite, rir à toa,
Um pássaro, ser dono do seu nariz...
Ou será um choro que te faz feliz?
A causa, a pausa, o sorvete,
Sentir o vento, esquecer o tempo
O sal, o sol, um som,
O ar, a pessoa ou o lugar?'

(Autor Desconhecido)

Sou 19 vezes grata.

Fazer aniversário não é só bolo, festa e curtição. É um ano a mais de bagagem, experiência, e um a menos de vida, no total dos anos que você irá viver. É mais do que abrir um presente, e abrir os olhos e agradecer a Deus o presente, o passado, e pedir pelo futuro. Só em ter casa, abrigo, amigos que serão sempre ouvidos para desabafar, rir e chorar, família sempre presente e disposta a ajudar a realizar minhas vontades, e principalmente, ter o entusiasmo de acordar todos os dias e querer levantar pra viver... já me torna uma pessoa realizada, e consequentemente, agradecida. Fazer aniversário é abrir as portas para novas oportunidades, novas formas de diversão, novas companhias, novos sorrisos, novas quedas, novas vontades de ressurgir. É tudo novo de novo. Por isso, comemoro todos os dias, minha existência. Aproveitando cada minuto, como se fosse o último ou, simplesmente, mais um. Seja com meus 18 anos, 19... 50. Fazer aniversário é comemorar a maravilha de ser eu, de ser você. Obrigada Deus, Obrigada vida. Viva!
desabafei.

Palhaço: Tiririca. Circo: Brasil.

Quem é da minha geração ou de outras anteriores, conheceu o trabalho do abestado mais engraçado do país. Eu, particularmente, o adoro, rio horrrrrores, e confesso que de vez em quando recorro ao Youtube pra matar a saudade de suas frases marcantes como: ‘mas que menino, menino, menino’ ou ‘Qual é? Qual foi? Porque que tu tá nessa?’. Como palhaço e artista circense, sou fã mesmo, de carteirinha, admiro o seu trabalho e sua história de vida. Mas sua fama tem tomado rumos inimagináveis, ou imagináveis, visto como o país que vivemos está, ou seja, de mal a pior. Os brasileiros andam confundindo seu humor, com coisa séria. Ele é engraçadinho? É. Ele tem uma alegria contagiante? Sem dúvidas. Mas pra atuar na política isso não basta, aliás, nem conta. Não é porque os políticos dos últimos tempos têm sido desonestos, sujos, salafrários... Que devemos entregar uma cadeira da Câmara de Deputados à Francisco Everaldo Oliveira Silva, ou “candidato lindo” como ele próprio se define, e assume, sem vergonha, que não sabe qual será seu papel caso seja eleito. Seria bom que ele começasse a se interessar pelo seu futuro trabalho, pois, segundo pesquisas, o Senhor Florentino de Jesus, terá uma média de 1 milhão de votos. Parece brincadeira, ou aquelas votações inúteis que recreadores de festas infantis fazem do tipo: “quem gosta do papai levanta a mão?’, ‘quem faz xixi na cama?’. Mas não é. São votos válidos, e o Brasil deveria enxergar tal seriedade. Se elegendo profissionais com vasta experiência na área política já corremos o risco de sermos enganados, que dirá elegendo um deputado que antes de se inscrever conversou com, nada mais, nada menos que.. a mãe. Pior que tá, fica. Vote no Tiririca. E sejam bem vindos ao espetáculo chamado Sistema Político Brasileiro. Hoje tem marmelada? Tem sim, senhor. vixe, desabafei, si menino.